segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Amoneus, A Clava de Mithnghar


Amoneus, A Clava de Mithnghar 

Ficha geral:
Título: General do Caos
Nível: 7
Dano Base: 235
Dano Habilidades:  150 à 550% do Dano Base.
Taxa de ataque: 1 ataque a cada três cenas
HP: 30000
VG: 25000
Recompensa: Espólio// Esfera de Habilidade.
Recompensa Bônus: 15000 Golds para o Hit Kill (dividido se for combo)

História: Amoneus é descendente do Líder Tribal Avienth. Pertencente da quase extinta raça dos Gigantes da Neve, Amoneus é um Tank na linha de frente das legiões Caóticas. Suas vestimentas simples e sua clava despretensiosa não anunciam seu real poder. Herdeiro por direito, e governante por dever, Amoneus assumiu sua pequena vila após a morte de seu pai. Em um tempo duro, viu seus familiares definharem sem alimento e perante o frio do Deserto Gelado. Rechaçados por Orcs, humanos, e demais habitantes do Norte, os gigantes não encontraram nenhum abrigo seguro para garantir sua sobrevivência.

               Com o peso de falhar como líder, Amoneus decidiu por saquear, sozinho as vilas civilizadas próximas para obter comida e utensílios para seu povo. Das primeiras vezes foi bem sucedido, no entanto, tornou-se um inimigo real e juramentado de morte pelos diferentes povos do Norte. Os gigantes, que já sofriam com o preconceito dos outros povos, sentiram a indiferença e desprezo tornarem-se ódio e perseguição. Como grandes animais, foram caçados por mercenários e líderes dos povos nortenhos até sua quase extinção. Amoneus reuniu o que restou de sua família e fugiu para o mais longínquo ponto do norte, onde nenhum ser vivo jamais havia ido, onde o branco cobre o caminho e o ar congela.

               Ao fim de suas forças, crente de que padeceria e seria a maior desonra de toda a sua raça, caminhou desolado crente que amargaria a responsabilidade de levar seu povo à extinção. Quando suas forças chegavam ao fim, abraçado aos 12 últimos gigantescos – e naquele tempo esqueléticos e definhados – membros de seu clã sentiu uma perturbadora reiatsu chamando-o. Caminhando até a fenda de uma grande montanha teve seu derradeiro encontro com o Caos, o poderoso Deus ofereceu a ele duas coisas, salvação para ele e seu clã e a oportunidade de se vingar de todos aqueles que um dia o repudiaram. Não era necessário refletir, o aceite foi imediato.


Habilidades

Passiva [ O Último Clã ]

O Clã inteiro de Amoneus foi salvo e jurou lealdade plena e absoluta aos deuses do caos. Eles formam uma grande (literalmente) e robusta linha de frente do Exército do Caos. Revestidos de Reiatsu maligna, lutam em um imponente grupo de 15 gigantes dispostos a esmagar e destroçar qualquer um que se oponham a eles.

Gigantes:
HP: 10000
VG: 10000
Dano base: D20*5 (*D15 – Vai diminuindo a medida que gigantes forem abatidos)  

Ativa: [ Esmagar ]

Amoneus brande sua clava amaldiçoada golpeando um oponente. No momento do impacto a clava ganha 15x seu peso normal, fazendo com que o azarado que for atingido seja completamente moído.

Dano: 25* D100

Ativa: [ Abrir Fenda ]

Amoneus golpeia o chão com sua clava e abre uma fenda no terreno capaz de prender, desestabilizar ou derrubar o oponente. (Jogar um d20 para descobrir o efeito)

Pode causar lentidão. Imobilização ou dano.

O Caos de Pandora - Parte I


     -- Deserto Branco De Imiath – Norte de Akshar – Acampamento Principal do Exército do Caos. --
 

               Em uma grande tenda, Loriah, Amoneus e Karstak confabulavam passivamente sobre os próximos movimentos a serem realizados pelo Caos. No centro, entre eles, estendido em uma grande mesa retangular estava um mapa do Norte com as principais cidades marcadas. WinterStone, a cidade dos Humanos; WhiteMontain, a grande fortaleza dos anões; e Snow Dust, a Capital dos Elfos da Neve. Na extremidade do Mapa, com um grande símbolo do Caos marcando a fortaleza estava IceWall. Três bandeiras do Caos representavam o exército da desordem, estacionado sobre o Deserto de Imiath. Duas bandeiras simbolizavam o Exército humano em WinterStone, outras duas o exército Anão em WhiteMontain e uma bandeira os soldados élficos em SnowDust.
               - Estamos mais próximos de WhiteMontain, temos três gigantes e um Diatoré. Vamos enterrar aqueles anões nas montanhas, cortar o suprimento mineral da aliança e avançar em direção dos Humanos sem socorro. Os Elfos não irão se mover, e cairão por último, aniquilados por seu orgulho. – Loriah propôs  
               Amoneus e Karstak analisaram por alguns segundos, até que aquele contra-argumentou Loriah.
               - Bem verdade que destruir a montanha dos anões seria um movimento que impactaria nos recursos da Aliança, contudo, estamos falando de derrubar uma fortaleza de rocha sólida, protegida por um exército equivalente à 2/3 dos nossos, e que, eventualmente poderia receber reforços. Temos um Diatoré, mas, temos que utiliza-lo com sabedoria, sabemos que aquilo não é exatamente... racional.
               Karstak parecia apenas analisar cuidadosamente o debate instalado.
               Loriah rebateu.
               - E o que propõe? Gastar recursos e tempo, movimentando nossas tropas para atacar... Os Elfos? Os Humanos? Para fazer uma festa no meio da neve? 
               Amoneus arrastou duas tropas para a capital élfica. E manteve uma avançada em direção à capital Anã.
               - Irromper as defesas Elficas com 2/3 das nossas tropas, é o suficiente. A capital élfica pode ser tomada, conquistada e usada como um ponto de fortalecimento para atacarmos posteriormente WhiteMontain ou WinterStone. – disse o General
               -  E Você espera que os Humanos, a Aliança e os Anões fiquem olhando nós derrubarmos SnowDust? – Karstak interrompeu a primeira vez.
               Amoneus sorriu.
               - De forma alguma, Milord. Por isso devemos tomar SnowDust antes, só precisamos de uma parte do Exército para isso, 1/3 de nossos homens poderão atrasar a chegada dos reforços do Sul.  Estruturados dentro da cidade, vamos extrair toda a magia e segredos milenares das criaturas pontudas, nos fortalecermos e tomar o Norte. Quando a Aliança chegar, estarão lutando em nosso território, será um ataque e não uma defesa, e a vantagem de terreno será nossa.
               - Loriah? – Karstak desejou ouvir o outro general.
               - Milord, você é o comandante, cumprirei com honradez sua decisão e levarei o caos e a morte onde quer que ordenares.
               Karstak se debruçou pensativo sobre o mapa ponderando uma decisão. Enfraquecer o inimigo destruindo 2/5 do exército da aliança no Norte e ainda cortando suprimento mineral ou conseguir um posto de vanguarda tomando a capital élfica. A desvantagem de tomar WhiteMontain encontrava-se sobretudo em ter que permanecer acampado em meio ao deserto. A desvantagem de intentar contra os elfos era o risco de reforço e de sofrer uma resposta rápida da aliança.
               Finalmente o General tomou sua decisão.

               - Loriah, Amoneus, reúnam as tropas, preparem o Jarro, vamos levar o Caos até ... 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A luz de Akshar -- Histórias de Gelo e Sangue -- Part II

        Os olhos do anão se arregalaram com a declaração de Adry. Fazia sentido, o Caos não tinha interesse em governar aquelas terras, ele já havia conquistados os aliados que queria, e tomaria os corpos vazios dos anões e reduziria suas forjas e cidade às cinzas. Era o único e valioso objetivo da possível investida do Caos.

Os olhos do conselho de guerra percorreram rapidamente o mapa em busca de uma estratégia precisa para repelir o ataque. Mas, haviam dois problemas a serem enfrentados. O primeiro era deslocar o exército em quantidade e tempo suficiente para proteger a fortaleza dos anões. A segunda questão a ser resolvida era precisar se o ataque ocorreria contra os anões ou contra os Elfos da Neve, o ideal mesmo seria estabelecer finalmente uma aliança com eles. Bem, talvez um Senador e um Rei fosse suficientes para Convencer ou Compelir os Elfos à uma aliança.

Os olhos de Adry se voltaram para Jordan. Obviamente, ali, em um ambiente formal, ambos engoliam sua rivalidade e se tratavam como cavalheiros.

- Jordan, creio que seria de grande utilidade se você pudesse prover duas missões para a Cidadela. - Disse o vampiro.

- Que seriam?- Questionou o Paladino.

- Estabelecer uma aliança e preparar nossa vanguarda. Shadow Falls é a maior cidadela das Terras do Dragão e tem homens suficientes para deter o avanço do caos... pelo menos até reunirmos reforços e deslocarmos para lá. No entanto, preciso que antes, convença o Rei Louco de Dragonsreach a enviar parte do Exército dele junto - Utilizando a ponte mágica emergencial estabelecida entre as cidades - e ir contigo a uma missão diplomática.

- Missão Diplomática ? - Perguntou o Lupino enquanto erguia uma das sobrancelhas.

- Precisamos daqueles Elfos orelhudos. Da magia deles, e do exército que eles tem. Não sei porque raios eles não se uniram a nós. Não temos nenhuma ponte diplomática com eles. Boa sorte.

- Como assim boa sorte? Você não manda em mim, eu não aceitei essa missão ! - Ofendeu-se Jordan pela postura de Adry.

- Vai abrir mão da missão que pode nos colocar novamente na dianteira dessa guerra? É muita pressão para você ? - Adry provocou

- Seu joguinho sujo de palavras não vai fazer efeito sobre mim. - rebateu o lobo.

- Jordan, creio que, embora tenha desavenças com o Cônsul, você deva aceitar a missão. É o mais capaz entre nós, seus anos de estudo na biblioteca, e seu controle de espírito, de domínio próprio, pode nos ajudar nessa difícil missão diplomática. Se não for, pode até mesmo ser considerado como traidor, ou como o paladino que rejeitou a missão que poderia  mudar os rumos da guerra. Não creio que deva segurar esse preço.  - Interviu sabiamente Aminabegu, Cavaleiro juramentado e Lorde comandante de Lebion.

 O Paladino ponderou por um segundo.

 - Okay. Preciso estar rapidamente em Dragonsreach. Temos como nos deslocarmos até lá?

Adry sorriu.

- Nós não. Você tem. Vamos testar nosso novo biotransportador, um projeto maravilhoso do departamento de ciência. Se tudo der certo você será teleportado para lá inteiro. Se não, espero que os Deuses Dourados consigam reunir seus cacos pelo etéreo e te trazer de volta. Na verdade, seria ótimo se eles não conseguissem haha.

Jordan encarou sem se deixar provocar.

A reunião do conselho foi interrompida e Adry e Jordan dirigiram-se ao Departamento de Ciência para que Jordam fosse transportado para Dragonsreach.

 -- Departamento de Ciência - 4 dias antes do ataque -- 

Uma figura conhecida recebeu os dois lendários guerreiros. Um jovem de cabelos arrepiados, olhos elétricos e mente brilhante.

- Lorenzo, sempre bom te ver - Cumprimento Adry

- Como vai rapaz? - Cumprimentou Jordan

- Ola Senhor Adry - O garoto fez uma breve reverência

- Senhor Jordan - Cumprimentou de volta o Cientista.

- Lorenzo, o biotransportador. Como está o projeto?

- Realizamos alguns testes recentes, sem muito sucesso, criar uma ponte pelo etéreo tem se saído complicado. Fizemos alguns ajustes, acreditamos que com os dados colhidos estabilizamos a ponte e corrigimos o problema, mas, só conseguiremos transportar uma pessoa por vez, e com uma reiatsu forte o suficiente para aguentar o desgaste da viagem. - Relatou o rapaz

- Quais os riscos? - Jordan perguntou com seriedade.

- Não avaliados por completo Senhor. Vão desde pequenas avarias químicas em seu sangue, que se normalizaram em breve, perpassando por ficar perdido em meio ao etéreo, e podendo levar a óbito como ocorreu com as cobaias E455, e T345. - Expôs o cientista.

- Droga - Disse Jordan.

Adry deu de ombros.

- Você é um pé no saco, o universo não me daria o prazer de me livrar de você. Vá logo.

Jordan não respondeu. O paladino apenas marchou em direção ao aparelho de transporte e o encarou.

- Iniciem a máquina, programem para Dragonsreach. - Determinou o Senador

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A luz de Akshar -- Histórias de Gelo e Sangue -- Part I

                 O Conselho Militar estava reunido e debruçado sobre uma projeção virtual de Akshar. Era possível visualizar cada detalhe do terreno, cidade, habitantes, culturas, rotas e outras tantas informações constantes no banco de dados da Aliança Dourada.

               O foco se voltava para o Norte, para além da fronteira com as Terras do Dragão, no Reino Congelado, também chamado de Terras Gélidas. O Norte era um conglomerado de Cidades-estados, de médio e pequeno porte que vivam basicamente da mineração. Os reis do norte são conhecidos por seu orgulho e grande apreço à honra e à moral.

               O povo do Norte geralmente é robusto e forte, as mulheres não costumam agradar os “sulistas”, por geralmente possuírem troncos e braços tão fortes quanto os homens nortenhos, a vida em meio a neve, estradas congeladas e dependente de uma economia voltada para mineração e confecção de materiais nas forjas não é fácil. Os cidadãos do Sul, “Sangue gelado”, “nortenhos”, “filhos do gelo” ou qualquer outro apelido popular que seja agradável.

               Muitas criaturas distintas habitam o Norte, no entanto, três raças se destacam: Os humanos, que habitam WinterStone. Os Anões, que vivem em WhiteMontain, a cidade dentro da montanha e Snowdust, a cidade dos Elfos da neve. Mais ao norte, no estremo do continente está a sombra de perigo que se levanta contra as Terras Gélidas: Os Trolls de Gelo, com capital em IceWall.

               Os Elfos da neve permanecem neutros na guerra. Os anões e os Humanos firmaram uma aliança no Norte e ambos integram a Aliança Dourada. Os Trolls de Gelo não firmam contato com ocidente desde a tragédia de HammerFreeze. Os relatos são de que se renderam aos Deuses do Caos, bem, os últimos acontecimentos levam a crer que a aliança deles com o Caos é mais que um mero relato.
               Lawyet ChillSword se levantou tocando o mapa em um ponto entre Snowdust e IceWall.

               - Eles atacaram 4 vilas Elfícas e tomaram a cidade de Grinlp. Os Elfos, orgulhosos, recusam-se a firmar uma aliança conosco. Creem que podem vencer a Guerra sozinhos. No entanto, a força com que os Trolls arrebataram as vilas e cidades em questão evidencia que possuem apoio do Caos. Suas reaitsus estavam completamente tomadas por energia caótica, as cidades que eles arrasaram... dizem que o gelo foi erradicado, assim como todas as vidas.  -- Disse Lawyet

               Brienne Branfield, tocou em outro lugar do mapa. O ponto estava a cerca de 340 Km de WhiteMontain.

               - Alguns Comerciantes do Deserto Gelado relataram que um grande exército conduzido por “Gigantes de Gelo e Homens de Cristal” esta marchando lentamente em direção à WhiteMontain e o Sul.  – Disse a General de WinterStone

               -  Seria tolice. WhiteMontain é impenetrável. Como planejam conquistar uma cidade encrustada na montanha? Esse relato não faz sentido algum. – Lord Jurd Allnbar levantou-se orgulhoso e irritado com a insinuação.

               Lord Jurd era um anão de longa barba e cabelo rubros. Portava uma enorme marreta maior que ele e uma armadura reluzente. Era o principal General de WhiteMontain

               Adry se virou para Lord Jurd
               - Você garante que é impossível conquistar WhiteMontain? – Perguntou o Consul.

         -3468 anos de Cidade e ela jamais foi conquistada. Está dentro das montanhas, toda a civilização foi construída ali. Podemos sobreviver por anos dentro do manto da mãe terra. Temos parques no topo das montanhas e uma fortaleza circundando a elevação. Não tem como entrar na cidade. Pode vir quantos exércitos forem, eles jamais irão reinar sobre WhiteMontain, ele pertence aos anões! – Disse ele orgulhoso e prepotente.

               - Eu acredito em você. – Respondeu Adry.

               - Viu? Temos alguém sensato nessa sala! Não tem nenhum exército Troll marchando para o Sul – disse o anão.

               Adry interrompeu.


               - Eu acredito que WhiteMontain não pode ser conquistada. Vocês são um dos principais fornecedores de aço e metais raros para a Aliança dourada. São bons ferreiros e mui poderosos em combate. Eles não querem conquistar WhiteMontain, eles querem destruí-la. 

sábado, 5 de agosto de 2017

A luz de Akshar - Ouro e Sombras.

A fumaça branca que deixava o cigarro de Adry se dissipava acima do vampiro em uma dança fascinante.  Uma estrela parecia se acender e morreu nos lábios do Baali a cada tragada na cigarrilha. O movimento de puxar, prender e soltar a fumaça se repetia lentamente enquanto,  posicionado sobre a grande muralha, o Cônsul admirava todas as estruturas, pessoas e monumentos da Cidadela Dourada.  

 Uma silhueta dourada, alta e forte surgiu à direita do vampiro. Os passos firmes, sólidos e ritmados denunciavam uma criatura dotada de grande senso de ordem, força e liderança. Um homem de vastos cabelos negros que escorriam sobre sua armadura de ouro caminhou de encontro ao cônsul e o agarrou surpreendentemente pela gola do sobretudo pressionado-o contra uma das torres da muralha.

Adry encarou seu agressor e sorriu.

- Nobre Senador, você sempre cumprimenta seus colegas de parlamento assim?

O agressor não respondeu, ele apenas encarou os olhos do vampiro, mesmo ciente dos riscos de tal movimento, no entanto, a intenção não era a de travar uma batalha, mas, a de tratar devidamente um velho desafeto, aliado e amigo.

- Olha Jordan, da ultima vez que me olharam assim, eu terminei nu em um quarto confortável do palácio dourado... mas, você nem faz meu tipo, vai ter que fazer mais que me encarar pra me convencer... – respondeu o vampiro com grande tom de zombaria.

O paladino, depois de tanto tempo conhecendo seu interlocutor já não se deixa atingir por esse tom de zombaria. Não demonstrou nenhuma reação, apenas encarou o Adry e finalmente respondeu em um tom calmo, firme e ameaçador.

- Eu vou perguntar apenas uma vez. Qual é o seu maldito plano? Você convenceu o congresso por uma margem curtíssima a comprar esse seu protocolo de guerra e concentrar todo o poder em você para supostamente começarmos um contra-ataque ao exército do caos. Eu conheço você, mais do que eu gostaria.

Um largo sorriso abriu-se no rosto de Adry e ele se metamorfoseou em uma nuvem de morcegos se livrando da imobilização de Jordam.  O vampiro  voltou à sua forma humana, limpou seu sobretudo vermelho e encarou o paladino Dourado.

- Não se importa se eu me mantiver longe de suas mãos não é? Você é muito... bruto. Sobre o que me perguntou... meu plano é o que foi exposto aos Senadores, contra-atacar, conquistar pontos estratégicos e virar essa guerra. Eu só quero a paz – Tentou forçar um discurso.

Jordan encarou o cônsul sem acreditar em uma única palavra.

- Nós lutamos juntos, morremos juntos, ressuscitamos juntos. Eu sou a pessoa que melhor conhece você, e você é a que melhor me conhece nesse mundo. E eu sei que você tem algo muito maior em mente, e eu vou descobrir, e te levar perante o Panteon Dourado para que eles condenem você e me dêem a honra de cortar sua cabeça e perfurar seu coração.

Adry encarou o paladino de volta.

- Nossa, você continua tão rancoroso. Escute Paladino, você deveria estar indo para Shadow Falls, comunicando as decisões ao conselho e preparando nossas tropas para a batalha. Ou, você planeja continuar usando essa sua armadura apenas como um adorno? Não quer sujar ela não é ? Sempre soube que depois de morrer você se tornaria um covarde.

Jordan sorriu.

- Eu estou indo, e estarei na guerra, não deixarei toda a glória para você, afinal, precisamos de um Herói para comandar os homens em batalha, e sabemos que você é melhor em rastejar pelas sombras e sacrificar inocentes do que em comandar exércitos e inspirar soldados.  – Retrucou o lycan.

- Talvez você tenha razão, mas são as sombras e o sangue dos inocentes que me trouxeram até aqui... questão de princípios. Se serve de consolo, eu estarei no Front.  – respondeu calmamente Adry enquanto acendia outro cigarro.

Jordan deu as costas para o Cônsul e caminhou em direção à saída.


- Eu ainda vou ter o prazer de te ver morrer, permanentemente. E espero muito que você sobreviva à essas batalhas que estão por vir, para que o prazer de sentir sua vida se esvair seja minha. Boa noite, caro Cônsul. Espero te ver nos campos de batalha.  

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Luz de Akshar - Prelúdio

Cidadela Dourada

03º Dia da 24º Colheita da 5º Era.

            A Cidadela Dourada havia se constituído como o maior reino de toda Akshar, reunindo as diversas nações aliadas, ocupada por diversas raças e criaturas, as ruas da enorme fortaleza reluzente fervilhavam em meio a um emaranhado de barulhos alucinantes. O som das carroças deslizando sobre as ruas, o esganiçar dos vendedores, os pivetes correndo, as armaduras e seus ruídos, o tintilar dos frascos cheios das mais diversas poções, as canecas brindando e os arrotos mal educados eram apenas alguns dos sons que preenchiam cada canto da enorme metrópole que parecia nunca sossegar.

            Ao voltar os olhos para o longe era possível apreciar as gigantescas muralhas dotadas da mais alta e cara tecnologia disponível, uma enorme construção que combinava o máximo da engenharia, da magia e da ciência em um único monumento. Vigiada 24 horas por dia, a muralha dourada refletia a esperança das nações em resistir e sobrepujar os Deuses do Caos.

            No centro da Cidade, num grande palácio Dourado ilustres cidadãos vociferavam uns para com os outros em uma calorosa discussão. Era o Grande Parlamento. Nele, cada uma das nações aliadas era representada por um número proporcional de Senadores/Diplomatas, responsáveis por coordenar a constante ampliação da cidadela, garantir os interesses de sua pátria e de discutir as ações de combate à Expansão promovida pelo exército caótico. Em um descomunal salão circular sentavam-se os Senadores em um total de 126, divididos entre as 23 Cidades-Estado que constituíam a grande aliança dourada e assinaram o pacto de RonWall, o acordo sócio-militar de cooperação mútua que regia a aliança.

            Sentado na extremidade do vasto salão, Adry, o Tremere coordenava as discussões e exercia seu papel de Cônsul da Cidadela. Dotado de um senso político invejável o Vampiro havia se consolidado como grande líder da resistência ao Caos, e se mantido, por três mandatos consecutivos como Cônsul e Governante da Cidadela. Com uma base aliada forte, com um vasto arsenal de “segredos” que permitiam por vezes o convencimento forçado de Senadores, possuidor de grande habilidade de barganha e um amplo "estoque de favores" a serem cobrados, o vampiro era um especialista, e diria, um dos poucos capazes de fazer com que o Parlamento funcionasse corretamente, evitando o desfazimento da Aliança e o colapso da Cidadela e da Resistência.

            As reuniões estavam se tornando mais freqüentes, o conselho de Guerra se reunia praticamente todos os dias, após as vitórias em Munchr, Alfenrai e Moroe, o clima era de otimismo. No entanto, o menor descuido poderia representar a ruína de qualquer um dos lados, o mundo estava dividido, Akshar encontrava-se, no momento, fracionada em duas partes. As nações de ambos os lados haviam se fortalecido, mas, era hora de ir além dos próprios interesses.

            Após três dias de intenso debate, a mais importante sessão ja realizada pelo Parlamento Dourado foi encerrada. Com a decisão em mãos, o Cônsul levantou-se de sua cadeira, fitou os Senadores presentes e com um enigmático sorriso concluiu o que as nações aliadas haviam resolvido:

            - Nobres Senhores, apresento a vocês a decisão dessa Egrégia Casa, em nome do Parlamento Dourado, consoante deliberado pelos Excelentíssimos Senadores , representantes constituídos das nações aliadas, declaro acolhida a proposta de iniciar a Operação Luz de Akshar. Em razão disso, estão temporariamente suspensas as sessões, os representantes devem voltar e noticiar pessoalmente aos seus governantes as decisões tomadas por esse parlamento e aguardar as Ordens do Alto Conselho de Guerra. 

O vampiro fez uma pausa observando a reação dos Senadores, e após alguns segundos prosseguiu: 

            - Queridos Irmãos, alegrai-vos, pois hoje, vocês decidiram não se abrigarem sob o confortável manto da covardia, alegrai-vos, pois hoje, a luz da sabedoria brilhou em vós e o raiar de uma nova esperança surgiu. É hora de resgatar nossos irmãos e tomar de volta o que é nosso.  É tempo de batalhar por um novo mundo de paz e liberdade. 

Após calorosos aplausos os senadores se retiraram ruma aos seus reinos, havia muito o que fazer, o protocolo havia sido aprovado, o tempo de consolidação foi superado, era hora de expandir.  

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O Florescer das Trevas e a Ascensão da Liberdade - A primeira batalha do Caos

                “A derrota só existe para as almas sem fé”
                               Um único raio solitário de sol rasgou as densas nuvens negras quando aquela misteriosa criatura surgiu em Shadow Falls. Montada em um enorme dragão rubro, vestindo armadura completa e controlando a fera com toda a graça e ferocidade de que um herói precisa ter. O rugir do réptil alado calou o campo de batalha, seu assombroso poder levou temor ao coração não só do inimigo como também aos aliados, todavia, isso não se manteve, tão logo perceberam ser um filho da liberdade, os guerreiros de Shadow Falls tiveram seu ânimo restaurado para prosseguir naquela batalha tão dificultosa.
                O cavaleiro condutor da imensa fera alada segurava uma poderosa espada envolta em chamas brancas, enquanto o dragão rugia mostrando suas poderosas presas indo em direção do Deus do Caos.
A presença do novo herói era capaz de rivalizar com o poder do Deus em matéria de cura. Todos os presentes sentiram a reiatsu do ser envolve-los num reconfortante calor, e seus corpos se encherem de vida. O dragão derramou suas chamas na direção do Deus e o Cavaleiro puxou-o para o lado e desferiu um poderoso golpe de espada que refletiu numa onda de chama santa na direção do Deus.
                Renovados pela nova energia e encorajados pelo novo e misterioso reforço, Lascio e Alicia se puseram em uma investida feroz. Com suas mãos dadas, e com os anéis brilhando, avançaram cada um carregando consigo uma lâmina. Alicia sua adaga e Lascio sua espada de energia. O bruxo saltou sobre a criatura desferindo golpes rápidos em seu dorso e correu por seu corpo lutando contra os efeitos do Deus. Alicia gritava furiosa lançando suas adagas que implodiam numa misteriosa energia. Talvez a última investida, mas seria em nome de tudo que amavam. Will estava por ali golpeando com sua espada divina também, demonstrando toda a sua coragem por seu lar. Heygico seguia junto se preparando para junto aos guerreiros presentes investir contra a imensa criatura num golpe que poderia se o último.
                "Você está sozinho. Todos que você ama morreram. Do que adiantou tanto poder se continua impotente de salvar até mesmo o seu cão elétrico? A culpa é sua. Jordan, Charlie, Kyoia, Greg e todos que morreram... A culpa é sua." - Dizia uma voz na cabeça do Lycan vermelho. Seus olhos pareciam orbs vazias e assustadas. Olheiras negras envolviam seus olhos e o suor nervoso envolvia seu corpo. Iceoth tremia em sua mão e o Deus do Caos rugia tentando apanhar seu agressores e Red se mantinha de joelhos. 
- A culpa é minha... Sempre foi. Eu matei todos... - Dizia ele com lágrimas descendo dos olhos. Estava louco, perdido na insanidade da culpa, medo e saudade. -  A culpa é minha...
“Você não está pronto para o verdadeiro poder. Durma, Garou e nós, seus antepassados, lutaremos por você. "

- NÃO! EU NÃO POSSO! - Gritou ele respondendo as vozes em sua cabeça.
Ele se perdeu em lágrimas. Seus olhos derramavam a prepotência contida. Mas Red Truth tinha poderes capazes a superar até mesmo Adryel, O Tremere.
O anel do rapaz brilhou intensamente e a tecnomagia envolveu seu corpo. Uma dor excruciante atravessou o seu corpo e ele caiu com as mãos apoiadas sobre a espada. Levantou o rosto subitamente e seus olhos agora eram vermelhos, sua boca era um poço de presas afiadas como adagas. Sua pele mutava em músculos e pelo vermelho e um sorriso insano se formou em seus lábios.
- Se o meu destino é perder quem amo, é a minha sina  matar quem odeio. -
Respondeu o Lycan numa fusão de centenas de vozes. Ele disparou. Um raio rubro atravessando o campo de batalha e uma explosão de energia de martelos se chocando contra a pele morta do Destruidor. Um rugido similar a um de tigre se fez audível. Red saltou para trás e uma saraivada de tiros saíram de sua pistola enquanto uma nuvem de borboletas de papel envolvia o rosto de Grangenia.
- Uia. Que festival lindo. Nunca havia visto tantas mortes e de formas tão distintas. A minha preferida foi a do jovem loiro. Virou uma bolinha mágica de carne. Huiahhiahaha. Acho melhor eu ir ajuda-los... O que acha, Ches? - Pergunto o Fae para o gato em suas mãos e criatura miou e continuou ronronando. - Certo. Bem, deixei comida na geladeira. Se eu morrer, vá caçar ratos ou se transforme num assassino. -
Ele disse e jogou o gato para o lado e o bichano grunhiu. O sorriso de Mad se abriu tanto quanto suas asas negras.
Ele subiu rompendo o teto da Catedral e pairando sobre a cidade como um guardião.
- GARGANTA! Sua ameba monstruosa. Vamos brincar (:3).
Ele riu e suas mãos se transformaram num misto de raíos e destruição negra. Ele avançou como um legítimo filho de Riveriun. Seu corpo era um misto de raíos e chamas negras e a cada batida de asas aumentava-se mais a densidade de sua técnica.
- ABRA A GARGANTA, GARGANTA! UHAHAHAHA -
Uma explosão aconteceu. O fae se chocou com tudo contra a bocarra da criatura e uma explosão elétrica e de chamas envolveu o crânio de Grangenia.
- Então este é meu derradeiro momento de mostrar minha devoção a ti, meu senhor? Que assim seja. Mande-me, senhor, os Guardiões dos Céus para auxiliar-nos neste combate. -
Disse o jovem clérigo com lágrimas sutis de comoção pelos amigos. Sua reiatsu se elevou ventos poderosos começaram a se fazer.
Ele se elevou ao seus e olhou para o Deus da destruição.
- Enfrente o exército sagrado! Por Shadow Falls, pela Luz! -
Dizendo isso, centenas de espadas compostas de luz apareceram numa falange a frente de Ice. Quatro luzes desceram dos céus, Anjos de Uno. Um pequeno Exército se lançou contra o Deus do caos. As espadas sagradas junto dos serafins travaram uma luta lendária. Ice elevou a mão esquerda aos céus e uma varinha apareceu em sua mão. Sua magia envolveu seu corpo e se canalizou no instrumento e uma rajada de gelo e vento foi em direção ao Deus.
"Então, você me tirou do meu covil repleto de ouro para lutar com um Destruídor de dimensões? Como concordei com isso?"
Indagou o dragão para seu misterioso montador. Ambos voavam há uma certa altura, vendo a série de golpes contra o destrutivo Deus, esperando o melhor momento para agir.
- Você não concordou. Eu obriguei você a vir comigo. -- Respondeu a voz na mente do dragão e a criatura rosnou não muito contente. Uma explosão rubra, outra negra e outra alva. Era o momento.
O dragão fechou as asas e ambos começaram a cair em parafuso. A criatura abriu a boca e as mais quentes chamas envolveram o Deus do caos numa orb de fogo. A espada se levantou novamente e desta vez as chamas sagradas aumentaram, fundindo-se em um tornado de flamas alvas e rubras. A explosão de fogo envolveu o Deus do Caos.
Do outro lado, Algustus e seus discípulos faziam toda a terra tremer tamanho era o poder da Ordem da Rosa naquele momento. O chão abaixo deles começava a apresentar rachaduras profundas. O Rei levantou sua espada e revestiu todo o campo de batalha com trevas, deixou o monstro sem capacidade de enxergar, bem como os guerreiros de Shadow Falls perdidos e também sem capacidade de visão. A ordem da Rosa, por outro lado, ainda que  imersa nas mais profundas trevas, sentiam-se a vontade, é no escuro que os pesadelos florescem.
Alexander bateu suas asas e se elevou alguns metros ao céu, o corpo inteiro do rapaz se cingiu de poder e o que veio adiante foi uma demonstração colossal de poder, Alex descarregou toda a sua fúria no inimigo invocando todo seu arsenal de habilidades, a criança do deserto atacava tão furioso e tão devastadoramente que o Deus do Caos em todo a sua grandeza não tinha a menor capacidade de se defender. Gáingreina foi bombardeado de todas as formas possíveis, raios negros, a foice de Saturno, as imensas habilidades do selo até por fim ser engolido por um imenso oceano de areia dourada que mediante a uma saraivada de fogo cristalizou-se prendendo a metade inferior da gigantesca criatura. Alexander respirou sorrindo e sangrando, sua visão ficou turva e o garoto começou a perder altitude até cair desmaiado no solo.
Death saltou concomitantemente com a queda de Alex, o bruxo envolto em suas chamas vermelhas invocou dois esqueletos e fez com que um sarcófago surgisse em pleno ar liberando uma múmia, claro que, diante do Deus essas invocações eram apenas poeira, todavia serviam como uma boa distração, o ordenado seguiu seu devastador ataque, dessa vez fazendo surgir pontos luminosos vermelhos dentro da imensa massa de escuridão, as chamas rubras do rapaz estavam em seus pés e asas aumentando devastadoramente sua velocidade e em suas mãos numa absurda sequencia de ataques. Não antes dele acabar, Shiro ergueu um voo leve, bailando em meio a escuridão. Com Ignis em uma mão e seu bastão em outra a garota bateu suas asas parada no mesmo lugar apreciando a cena. Então ele ergueu Levioté e várias esferas de energia surgiram circundando a ordenada, esferas pequenas, em um primeiro momento tidas como desprezíveis, a bruxa então mudou suas feições um belo sorriso se abriu em sua face e um olhar travesso lhe tomou o rosto. Tudo então ardeu em chamas, a garota parecia passear em meio a um mar de poder e fogo, as pequenas esferas deixaram de rodear a menina para se atirarem contra a criatura colossal a frente, fazendo-a cambalear. Shiro não se deteve, redobrou o ataque, com mais fulgor, seu sangue ardeu e a cruz carmesim foi invocada devastando ainda mais o monstra até finalmente ele ser levado à bancarrota, desequilibrado e ferido seus joelhos se dobraram e ele caiu.
Ainda respirava, ferido, cansado, mas, ainda era um Deus do Caos. Fazendo toda a terra tremer, ela novamente se pôs de pé, apenas para ser derrubado pela segunda vez. Illikan, Stummp, Riel e Kath seguiram para um segundo ataque. O vampiro parecia se mover como uma sombra, tão rápido corria pelo campo de batalha desferindo golpes com sua foice feita de energia escura, sim, assemelhava-se a uma arma de sombras tão afiada e mortal quanto o mais trabalhado metal da terra. A arma atravessava a pútrida carne do monstro tirando ainda mais a estabilidade e expondo-o ainda mais internamente. Stummp e Alurk vieram rodopiando, o dragão renascido cuspiu uma baforada de fogo azul derretendo a já fragilizada carne do Deus, Stump gritou um “Thun-um”, um estrondoso falar na língua dos dragões e fez um raio descer dos céus atingindo em cheio a fera. Riel sobrevoou o cenário com uma risada louca, seus punhos ferveram e novamente a criatura se viu envolta em chamas, dessa vez negras e densas, sheólicas queimando-a e sugando sua vida.
Layla ativou sua forma bestial e seu grimório, tornando-se um misto de dragão e águia investindo contra a fera em um movimento de assombroso poder, sua lâmina rasgou a pérfida carapaça do Deus e abriu um enorme corte por toda a extensão abdominal da criatura.
Gángreina parecia não acreditar, em seu âmago, o Deus sentia a vergonha de ser derrotado, não aprisionado, não, ele estava experimentando algo que acreditaria que nunca conheceria, a morte rondava sua alma, o filho de Skiés estava condenado, sua vida se esvaia, o deus dos cadáveres e da podridão agora tornaria parte daquilo que dominava, ele mesmo se via como um enorme cadáver, apodrecendo à céu aberto e tornando-se alimento para a terra abaixo dele, a maldita renovação da mãe Gaia, a habilidade de transformar tudo em vida, o que mais lhe doía naquele momento era isso, saber que se transformaria em algo bom. Ele aceitou a morte, sim, havia sido superado, a vontade dos novos humanos era muito superior à que ele previa, porém, não iria se deixar ir assim. Decidiu no derradeiro momento que levaria quem pudesse consigo.
Cambaleante, o monstro rugiu, uma brado de quem aceita o destino e decide lutar por seus objetivos até o fim. Em uma última demonstração de poder a criatura firmemente levou a cabo o objetivo de causar o maior dano possível aos seus inimigos. Reunindo o que restou de sua força ele avançou. Era absurda a elevação de seu poder, uma habilidade devastadora, o Expurgar do caos.
- Parabéns filhos da Liberdade! Filhos da Terra e herdeiros do criador. Vocês me venceram, mas, será para vós uma vitória vã. Meus irmãos virão! Mais fortes, mais poderosos, e me vingarão. Não há saída para vocês. Envergonho-me de cair ante a seres tão estúpidos, ainda assim, levarei quantos de você eu puder ! – Disse a criatura cambaleante avançando contra os muros de Shadow Falls, como se um tanque de guerra fosse.
- ELE PLANEJA DERRUBAR AS MURALHAS ! DETENHAM-NO !!!  - Bradou Granger, ainda sem compreender como estava vivia.
Os guerreiros todos se opuseram à fera, era complicado acompanha-la, todavia as asas, os feitiços auxiliares do magos, sua determinação, uma monção de coisas aliadas dava a ele a capacidade de correr tanto contra o monstro em seu momento de ira e de se interpor entre o deus e a cidade.
Gángreina brilhou vermelho, uma aura rubra e densa cercava a criatura, seus inúmeros braços lançavam raios e feixes de energia, em um frenesi furiosos a criatura parecia implacável. Red saltou golpeando o chão e desequilibrando o monstro em sua rota, Stummp e o misterioso cavaleiro de Shadow Falls se uniram em um ataque celestial, uma dança de dragões fazendo chover fogo do céu e diminuindo a velocidade da criatura. Algustus fincou sua espada no chão e correntes negras gigantescas avançaram se enrolando por todo o Deus e o impedindo de avançar, Layla correu por sobre um das correntes, Kath sobre outra e finalmente Death bateu suas asas até alcançar o monstro. A tríade da Ordem então desferiu um dos mais brilhantes ataques já narrados. Katherine usou sua visão vampírica para identificar o ponto fraco da criatura, e sua grandiosa audição pra identificar o cristal do Caos que dava vida àquele Deus, ela apontou.

                - Ali, sinto a energia toda circulando a partir daquele ponto. – através do selo ela deixou os doutros dois cientes.
Layla e Death se entreolharam e definiram ir até o fim para deter a criatura, os dois elevaram suas reiatsus ao máximo. As mãos no dorso da criatura tentavam de toda maneira capturar ou evaporar um dos três, em uma dança complexa os corajosos anti-heróis se esquivavam e buscavam achar um meio de chegar ao ponto fraco da criatura, todavia, quanto mais tempo demorava, mais a habilidade do Deus envenenava seus corpos. Katherine tomou a decisão. A vampira abriu suas asas e atacou propositalmente os braços do monstro, uma isca, não há vitória sem sacrifício, ela sorriu ao ser pega pelo deus.
- Enlace de sangue – Ela fechou os olhos e disse enquanto uma verdadeira corrente de sangue e trevas envolvia as mãos da criatura a consumindo, como se sugasse toda a energia dela. Infelizmente, essa habilidade também exigia o sacrifício da vitalidade de Kath.
 Cabia à Layla e Death aproveitarem o momento, a oportunidade criada com tão caro sacrifício, ambos avançaram, as espadas de death se envolveram com energia das trevas e com toda a determinação, em meio a urros de dor e bravura o vampiro desceu abrindo um caminho pela carne podre da fera, porém, quanto mais fundo, maior os efeitos caóticos nos ordenados. Death sentiu cada músculo enfraquecer, seus órgãos internos pararem lentamente e suas células começarem a morrer, se destruindo de dentro para fora.
Algustus redobrou a força das correntes, Stummp e o cavaleiro de Shadow Falls continuavam o ataque aéreo com os dragões. Red, Alex, Dante e Heygico mantinham um cerco a frente da criatura, a contendo com sucessivos ataques, ainda assim ela conseguia arrastar lentamente o Rei negro e suas correntes, avançando para as muralhas, tão focada e sobremaneira determinada a levar as o caos à Shadow Falls derribando suas muralhas e atingindo os inocentes civis da cidade.
 Heygico saltou, foi envolvido por inteiro com sua couraça de pedra e sustentando sua arma bradou profundamente em um ataque cheio de poder que, concomitantemente com o furioso ataque de Ice e Red fizeram a criatura recuar. Tyler conjurou um grande bloco de gelo ao derredor das patas da fera, impedindo-a de avançar, o corpo inteiro do bruxo começou a brilhar, o mais avançado estágio de um elementarista. Seus poderes elevados ao máximo, com as mãos no chão o chefe da CIME sustentou de forma sobremaneira grandiosa não só as pernas da criatura congeladas como criou grandes estacas de gelo, que mais pareciam Icebergs, detendo o avançar do monstro.
Porém, não era um inimigo simples, embora Dragonsreach e Shadow Falls estivessem no ápice de seu poder e num singular trabalho em equipe, ainda enfrentavam um Deus do caos. Gáingreina rugiu e disparou outra centelha e raios arroxeados contra os ordenados na expectativa de se libertar, em um movimento sacudiu a terra desequilibrando os guerreiros. Um dos ataques atingiu em cheio Heygico e simplesmente evaporou o guerreiro. Death saiu de dentro da fera após cavar um “túnel” na carapaça da criatura, o vampiro lentamente viu suas asas enfraquecerem, um sono terrível tomar seu corpo até desabar dos céus enquanto toda uma vida passava em sua mente. Charlie, ressurreta e cheia de coragem se interpôs cheia de coragem, pronta para deter a fera. Porém, um raio desceu dos céus em um eminente impacto contra a garota. Então um campo de proteção negro surgiu no entorno da garota, as trevas formaram uma parede, sem entender a menina novamente procurou a quem agradecer e fitou o rei negro apontando sua varinha para ela com um olhar sério e um fiapo grosso de sangue escorrendo do nariz.
Era preciso por fim aquilo. Algustus rugiu e segurando as correntes as puxava pessoalmente, enquanto seu corpo por inteiro sentia os efeitos e as dores de tanto esforço. Dante correu em um salto e abrindo suas asas golpeou a face da criatura com seus dois machados a fazendo urrar em ódio e dor. Layla por fim encontrou sua oportunidade.
- Meu rei, obrigado por tudo. Diga à rainha que sentirei saudades. – Disse ela na mente de Algustus.
A garota apontou sua lança para o Deus, respirou fundo, a cabeça da arma incendiou-se. A garota saltou, quase que alçando voo, mirou firme, só teria uma chance. Lembrou-se de toda sua vida, sorriu ao ver sua irmã. Sabia que era a coisa certa a fazer, honrar seu rei e as memórias de Asami. Layla desceu como um cometa de poder, a energia negra envolvia a ponta de sua lança, revestindo todo o corpo da garota e criando uma calda, ela era literalmente um grande meteoro de destruição e trevas, um estrondo, seguido por um rugido de morte ecoou pelo campo de batalha.
O grande Deus rugia sacolejando sua cabeça e em rugidos de desespero, o som ficou mais baixo, a fera cambaleou até finalmente tombar. Era o fim.
Lentamente os guerreiros da Ordem perderam suas formas do portão da purificação, renascendo, ganhando um aspecto diferente de outrora. Suas almas e corpos haviam retornado em sua configuração original, antes de reencarnar, num estágio de pureza, bem, quase isso, eram almas renascidas da escuridão.
Algustus caiu de joelhos respirando cansado, sua espada cessou a emissão de escuridão. O rei fechou os olhos demonstrando um profundo pesar pela a perda de três de seus discípulos. Um sacrifício heroico que garantiu a vitória na primeira batalha do Caos.
O misterioso cavaleiro de Shadow Falls pousou defronte ao monstro, desceu de seu grandioso dragão vermelho e caminhou até Algustus. O filho da liberdade retirou seu elmo revelando sua real identidade.

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- Em nome de Shadow Falls, agradeço sua ajuda, e renovo a honra de nossa aliança. Temos uma dívida de gratidão com Dragonsreach. Sinto muito por seus discípulos. – Disse Lex.
Algustus fitou a garota sem revelar nenhuma expressão.
- Existem outros 16 deuses do Caos, 7 Diatorés e 4 Lordes. Essa foi só a primeira batalha. Cuida para que sua cidade fique forte o suficiente para não precisar da minha ajuda, e não exigir a morte das minhas crianças. – Algustus respondeu com amargura.
Lex compreendeu a dor do Rei, e não prolongou a conversa. Tinha muito o que fazer, muitos corpos para queimar.
Charlie se aproximou do rei serpente, tímida e temerosa a menina planejava agradecer a intervenção providente do líder de Dragonsreach.
- Alteza? Desculpe, eu gostaria apenas de agradecer por sua... – Algustus interrompeu a frase da garota colocando a mão em seus lábios.
- Você me deve sua vida duas vezes. Alexander te trouxe dos mortos, e eu impedi que você voltasse para lá. Não o fiz porque você possui um rostinho bonito, a face escura do criador sorri para ti. Quando as coisas se acalmarem, eu pedirei meu preço. Procure-me em Dragonsreach. – O rei tocou a carne da garota e uma tatuagem surgiu em seu braço.
- Agora vá. Seus amigos precisam de você. – O rei se levantou seguindo em direção ao corpo de Layla e Death, uma vez que de Kath nada havia sobrado.
 Os membros da Ordem da Rosa haviam desmaiado após o uso extensivo do selo. As divisões de resgate da Ordem estavam chegando, um grupamento de 50 soldados vestidos de negro e dourado surgiu atravessando um portal e batendo continência defronte ao Rei. A primeira divisão de resgate e recondução da Ordem, apelidados de pétalas negras, especialista em extração, cura e transporte de agentes e prisioneiros.
- My máster ? – Gritaram todos esperando ordens.
- Recolham os Ordenados. Todos eles. Seus corpos estão passando por um período de adapatação, bem como suas almas, estabilize-os. Mantenha-os em como induzido. É tudo que podemos fazer, torcer para que após vencer o caos, vençam a se mesmos e permaneçam vivos.
De outra feita, os filhos de Shadow falls voltaram ao normal. Os anjos, nephilins e demônios abandonaram os corpos dos guerreiros terminando o período da forma sagrada.
- Bom trabalho filhos da Terra. Vocês se mostraram dignos, considerem nossa aliança renovada. – Disse o representante dos Nephilins.
- Sois vós guerreiros de grande poder, dignos de nossa ajuda. Provaram que estávamos errados, os céus estão com vocês. – Sentenciou o representante dos anjos.
- O Sheol lhes cumprimenta. Pela autoridade a mim investida, declaro, em nome dos 9 ciclos que o submundo lutará ao vosso lado. – Sentenciou o representante dos demônios.
As três criaturas divinas sumiram logo depois. Os ordenados olharam em volta e observaram o cenário de pura destruição. Um colossal deus apodrecendo a 100 metros das muralhas de Shadow Falls, algumas centenas de corpos de soldados da cidade da liberdade, os guerreiros dos batalhões de elite designados para conter a ameaça e que deram suas vidas por seu lar. A terra estava devastada, contudo um estranho processo já começava a ocorrer, uma renovação cíclica proporcionada pela árvore matriz de Shadow Falls, transformando a matéria, o poder ali liberado, o corpo do Deus do Caos, tudo, em vida. Ainda assim, seria um processo demorado, levaria algum tempo até Shadow falls ver seus campos floridos novamente.

Era o fim da batalha. O começo da Guerra, o inicio de um novo tempo.